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A Demanda, Pornografia e Prostituição üentes
Dar um Fim À Demanda:
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PERGUNTAS FREQÜENTES 1. O que é “tráfico humano”? As Nações Unidas definem “Tráfico humano” como recrutamento, transporte, transferência, abrigo ou receptação de pessoas, através de ameaças ou uso de força ou outras formas de coação, seqüestro, fraude, decepção, abuso de poder ou uma posição de vulnerabilidade ou de oferta ou recebimento de pagamento ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa sobre a qual se exerce um controle, com o propósito de explorá-la. Para ser considerado como exploração, um ato deve incluir, no mínimo, a prostituição ou outras formas de exploração sexual, trabalhos forçados, escravidão ou práticas similares servidão ou remoção de órgãos. Nota: De acordo com esta definição, o consentimento da vítima é irrelevante. Segundo as Nações Unidas, 4 milhões de pessoas são traficadas a cada ano e 2 milhões de meninas de idade entre 5 e 15 anos são levadas para a indústria do sexo (NU). A vasta maioria das vítimas de tráfico, em torno de 80%, são mulheres e meninas. O tráfico é facilitado pela Internet. Visto que o tráfico é um crime oculto, é difícil obter uma estatística precisa e diferentes números são fornecidos por diferentes fontes. 2. O que significa demanda pelo tráfico humano? Por demanda, nós designamos aqueles que pagam pelo sexo ou pelo trabalho escravo. Nossa campanha focaliza principalmente o tráfico para a exploração sexual. De acordo com os estudos, a maioria daqueles que exploram o sexo são homens. O Relatório Especial das Nações Unidas sobre Tráfico de Mulheres determina que “demanda deve compreender globalmente qualquer ato que promova qualquer forma de exploração que, em retorno, conduz ao tráfico”. 3. Por que a UNANIMA Internacional focaliza o lado da DEMANDA do tráfico? As pessoas que trabalham com vítimas de tráfico declaram que, uma vez que uma mulher seja traficada, o trauma que ela experimenta torna quase impossível para ela reintegrar-se em uma vida social normal. Acabar com o tráfico protege melhor as vítimas do que tentar tratá-las após. Considerando que o tráfico é muito lucrativo, nós acreditamos que, eliminando os lucros, diminuiremos esta forma de exploração. 4. A legalização da prostituição não seria uma melhor maneira de acabar com a exploração de mulheres e crianças? Ao contrário das declarações de que a legalização da prostituição protege aqueles que são explorados por ela, o que se observa na verdade, é que a indústria do sexo se expandiu na Holanda e outros lugares onde a prostituição é legal. Estes locais têm sido vistos como uma expansão da indústria do sexo para dançarinas nuas, centros de sadomasoquismo, shows pornô, sexo pelo telefone e pornografia. A Suécia, entretanto, adotou uma lei que reconhece que sem demanda masculina não haveria o atendimento feminino. Reconhecendo a prostituição como uma forma de violência masculina contra mulheres e crianças, ela passou a considerar crime a compra de serviços sexuais. Tendo em vista que se tornou mais arriscado e menos rentável, o tráfico de mulheres e crianças para propósitos sexuais está em declínio naquele país. 5. E como ficam as mulheres que escolhem livremente a prostituição? Estudos indicam que a maioria das mulheres em prostituição não “escolheram” isso. A maioria das mulheres prostitutas acha que esta foi a única maneira de subsistência que encontraram entre opções muito limitadas. 6. Quem deve ser o foco da campanha para acabar com a demanda? Um estudo-piloto feito pela Organização Internacional para a Migração, “O Tráfico em Seres Humanos é Motivado”, constatou que 78% dos que responderam fizeram sua primeira compra de sexo quando tinham 21 anos ou menos, e que, quanto maior fosse a idade da primeira compra de sexo, menor seria a possibilidade do homem continuar a patrocinar prostitutas. A importância de focalizar as estratégias de prevenção na adolescência dos meninos não pode ser superenfatizada. No entanto, não existe nenhum perfil especial daquele que busca prazer no sexo pago. Ele é “um homem qualquer”: rico ou pobre, feliz ou infeliz no casamento, solteiro, bom ou mau pai, empregado ou desempregado, e pode ser de qualquer origem. 7. Existe uma relação entre a pornografia e o tráfico? As pesquisas mostraram uma ligação entre a pornografia e a prostituição, com homens que solicitam atos sexuais sendo o dobro entre aqueles que viram pornografia do que outros homens em geral. 8. Como situar o turismo sexual de crianças e o tráfico de meninas? A procura parece estar crescendo, na medida em que as viagens entre fronteiras se tornaram mais baratas e mais fáceis e com a ajuda da Internet, que normaliza as práticas de desvios sexuais e permite aos traficantes, interessados e compradores de se localizarem entre si. Nicholas Kristof, um colunista do New York Times, declarou: “Crime organizado, o aumento da mobilidade e o crescimento do mercado transformaram o corpo adolescente em um produto internacionalmente negociável. Mais do que nunca, o medo da AIDS desviou o mercado para virgens e crianças, que os clientes pensam com menos possibilidade de ter o vírus HIV.” Homens que jamais sonhariam em fazer sexo com crianças de sua própria cultura viajam para outros países onde eles acreditam que isso é um comportamento aceitável. 9. Por que religiosas e católicos desejam se envolver nessa questão? Todas as congregaçiões da UNANIMA Internacional estão profundamente comprometidas em trabalhar pelo total desenvolvimento da pessoa humana – de todas as pessoas humanas. Como congregações religiosas através da História, nós agimos para suprir necessidades que não são atendidas pela sociedade de nossos tempos. Nós acreditamos que a exploração sexual de mulheres e meninas, porque elas são fêmeas, é uma das mais sérias maneiras pela qual as mulheres experimentam violência e é um sintoma de discriminação contra elas. Também acreditamos que, por nossos membros atuarem em educação, saúde, serviços sociaise desenvolvimento, nós temos conhecimento efetivo para trabalhar contra o tráfico humano e a exploração sexual. 10. Esta campanha tem uma esperança real de sucesso? Qualquer tentativa de mudar o comportamento social é uma tarefa realizável a longo prazo e as atitudes sociais das mulheres e crianças devem certamente ter uma longa tradição. Entretanto, temos muitos exemplos de sucesso em mudanças sociais: a queda do apartheid na África do Sul, a diminuição da aceitação social do cigarro,o uso de campanhas para eliminar a direção sobre influência do álcool e a condenação pública da violência doméstica e abuso das crianças. Em cada um desses casos, o comportamento mencionado era ameaçadocom silêncio ou aceitação social, cinqüenta anos atrás. Hoje, isso já não acontece mais.Nós podemos fazer mudanças sociais. |